COMUNIDADE JESUS, O BOM PASTOR

bompastor certo

Endereço: Rua das Palmeiras, s/n – Praça do Viva Renascença - Renascença I – São Luís/MA
Telefone: (0XX98) 3235-1399
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Horário de expediente:
Terça a Sexta-feira: 8h às 11h e 14h às 18h
Sábado: 8h às 12h e 15h às 18h30min
Domingo: 15h às 18h30min
Secretária: Fátima Serra
Festejo do Padroeiro: É uma festa com data móvel, entre fim de julho e início de agosto.
Horário das Missas:
Sábado e Domingo – 17 horas
Especiais – 1ª sexta-feira do mês – 15 horas – Missa da Misericórdia

Histórico da Comunidade

Como nasceu a Comunidade Renascença?

Nasceu com os primeiros moradores, em 1972. Eram poucas casas e as pessoas se mudavam à proporção que as casas iam ficando prontas. Não havia mercados, supermercados, mercearias, farmácias, e os moradores sentiram necessidade de fundar uma “Associação” com o objetivo de reivindicar seus direitos e buscar melhorias para a nova comunidade. Participavam da Associação os Senhores Baima, Jaime Gomes, Aluísio Pelmutter, Sr. Bessa, Alaíde (Catalana), Milhomem e Jalila, Carlos Humberto Carvalho (Carlé), Ribamar Ferreira, alguns jovens: Douglas, Junior Leite, Leonardo Pessoa e Heloísa Pacheco e outros que iam convidando as pessoas que chegavam ao bairro, aumentando assim o número de sócios de dois tipos: fundadores e efetivos. Dr. Aluísio Pelmutter, como Presidente da Associação, foi atuante e com sua esposa, Leonor, que ajudava promovendo reuniões.
Naquela época sentia-se a força da união dos moradores e a alegria de crescer como comunidade.

Como começaram as celebrações?

As celebrações primeiramente aconteciam nos terraços das residências ou nos terrenos baldios. Com o tempo, as celebrações passaram a ser feitas numa pequena palhoça, construída no fim da Rua das Palmeiras. Nessa palhoça, ocorreu até casamento. Depois, a palha secou e, com algumas crianças brincando, surgiu um incêndio na pequena igreja de palha e as celebrações voltaram a ser realizadas nos terraços das residências e nos terrenos baldios. Frei Mário Palloni era quem mais celebrava as missas na nova comunidade, depois se mudou para a Cohama. Com a saída de Frei Mário, Padre Paulo encarregou-se de algumas celebrações. Mas, com a mudança de Pe. Jocy para a Rua dos Ipês, a comunidade passou a contar efetivamente com a presença de um padre para assumir as celebrações e ajudar a grande equipe de moradores que trabalhava, como por exemplo: Dolores e Carlos Humberto Carvalho, Alcina e Ribamar Ferreira, Helena e Hélio Rodrigues, Marileuda e Airton, Maria Vasconcelos (Mariinha) e Hélio Vasconcelos, Marileide e Paulo Alexandrino, Iolanda e Carmelo, Nadja e Edson Serpa, Iolanda e José Augusto, Maria José e Clauber, Rita e Luis Mota, Ieda Lira Lopes e esposo, Mercedes, Celeste Pessoa, Maria Varella, Emília, João Travassos Furtado, Dona Neusa, Natal, Isabel Cristina (filha de Alcina), que ainda era criança, mas acompanhava a mãe.


Com a influência e prestígio do Padre Jocy, a equipe conseguiu que as celebrações fossem realizadas no Colégio Unidade Integrada Renascença, até quando ficou pronto o barracão de madeira. Surge a idéia da construção de uma capela, onde além de missas o povo de Deus se reunisse para orar.
No mês de maio de 1982, foram formadas duas equipes. A primeira composta por Helena Rodrigues e Celeste Pessoa e a segunda por Dolores, dona Alcina e Isabel Cristina. Cada equipe saiu com uma imagem de Nossa Senhora, rezando o terço nas residências e recebendo doações para a construção da futura Igreja. No fim do mês, as duas equipes haviam visitado 62 casas, sendo arrecadados Cr$ 20.000,00 (vinte mil cruzeiros). A presidente do grupo era Dona Alcina, os tesoureiros eram Hélio Rodrigues e Dolores, a secretária era Helena Rodrigues e a função de Relações Públicas do grupo era exercida por Celeste Pessoa. Os interessados em ajudar depositavam sua contribuição diretamente numa conta bancária ou ajudavam através dos carnês que foram distribuídos por toda comunidade, com a autorização de Frei Antonio Sinibaldi, que era o pároco na época. Assim, todos os meses, a equipe formada por Alcina, Dolores, Neusa, Maria José Menezes e Varella percorria a comunidade, recolhendo as contribuições.


Amadurecendo a idéia da necessidade urgente de um templo no Renascença para as cerimônias religiosas, partiu-se para conseguir um terreno. Foi encontrado um pequeno lote na Rua dos Acapus e com o apoio do vereador Nonato Cassas, juntamente com a comissão formada por Hélio Rodrigues, José Augusto Lopes, Clauber Menezes, Dolores, Ieda Lira Lopes, Alcina, Helena e Cecé conseguiram a doação do terreno.
Com a aquisição do terreno foi construído um barracão de madeira, em caráter provisório, onde se reunisse a comunidade. Aprovada a idéia, o Senhor Hélio Vasconcelos e Mariinha, sua esposa, que tinham uma madeireira em Pedrinhas, forneceram parte do material do barracão por preço de custo, e trouxeram os operários daquele local. A planta do barracão de madeira foi feita por Carmelo, que acompanhou a construção. Hélio Rodrigues era o administrador da Obra e trabalhou com os operários nas horas difíceis.


No decorrer da obra foram conquistadas valiosas ajudas, como a da senhora Heliete Furtado, que durante sete anos ajudou com contribuições, dando Curso de Culinária. Maria Varella ensinava crochê e outras pessoas de boa vontade como Maria José Menezes, Socorro Marçal e o esposo, Iolanda Lopes e José Augusto Lopes, Marília Costa Rodrigues, Maria Elisa Pinto, Jesus Lins, Lourdes Dantas, Nair Maranhão, as filhas Helena e amigas, a filha e sobrinha de Alcina (Adriana) e amigas, Marileuda e Ayrton, Nadja e Edson Serpa, a mineira Vera Lúcia, que voltou para sua terra deixando muitas saudades.
A barraca de São João foi um dos pontos altos de ajuda para pagar a mão-de-obra dos operários e ajudar na compra de materiais. Não havia muitas barracas, apenas a da Igreja e da Associação Renascença, de modo que todos trabalhavam pelo São João para construir o templo. Outras promoções ajudaram, como: rifas, feijoadas, comidas típicas, mingau de milho, chás, etc.

Inaugurado Barracão em 24/12/1982.

Faltava cobrir a metade do telhado e a iluminação ainda era por conta de candeeiros a gás, já que a Cemar só veio ligar a luz com a intervenção de Wilson Castro, no exato momento da Aclamação do Evangelho. A Celebração Eucarística teve início às 21 horas sendo celebrante o Pe. Jocy, vindo após organizar a primeira equipe de liturgia. Os ministros extraordinários da Comunhão foram preparados pelo Frei Antonio Sinibaldi e houve alguns cursos ministrados pela Irmã Águida.
Esse barracão foi muito abençoado, pois tinha de tudo, até mesmo um ambulatório para atendimento às domésticas. Contribuíram nesse atendimento os médicos Sônia Lima e Orlando Matos. Havia também uma equipe odontológica para extração de dentes de pessoas carentes e esse atendimento era feito pelo recém formado em odontologia José Maria Fernandes Rodrigues. No ambulatório eram feitos serviços de primeiros socorros. Ajudaram nessas tarefas: o enfermeiro Sr. José Ribamar Ferreira, esposo de Alcina, e Ieda Lira Lopes. Dolores, Helena, Alcina e Varela revezavam-se no turno vespertino para organizar o pessoal que ia ser atendido.
O Barracão, durante oito anos, acolheu a comunidade nas celebrações eucarísticas, celebrações de Batismo, Primeiras Eucaristias, Crismas, Casamentos, Peças teatrais apresentadas pelos catequistas e catequizandos.

Depois de algum tempo, surgiu a idéia de dar o nome à Igreja e vários nomes foram apresentados, como: Santíssima Trindade, Coração de Jesus, Santa Clara, Santa Luzia, Bom Pastor e Santo Antonio. Após uma votação, a Igreja passou a se chamar Igreja do “Bom Pastor”.
Em novembro de 1983 foi criado o primeiro Grupo Carismático da Paróquia de São Francisco, que existe até hoje. A luta continuava, o número de pessoas que frequentava o barracão aumentava a cada dia. As homilias inteligentes do Padre Jocy nos entusiasmavam a construir ao mesmo tempo a Igreja Templo e a Igreja do povo de Deus. Nessa ocasião agravou-se o problema da falta de infraestrutura próximo ao Barracão, pois o esgoto das ruas do Renascença iam para aquele local, levando um cheiro desagradável, havia ainda os sapos coaxando todo tempo e até assustando as crianças da catequese.

Novo dilema: Conseguir a infra-estrutura necessária ou outro local

Com muitas orações dos carismáticos e de todos os católicos, depois de algumas reuniões, a equipe já citada conseguiu que Dona Kiola Araújo pedisse ao prefeito Mauro Fecury a doação de um trecho da Praça da Rua das Palmeiras para a Igreja do Bom Pastor. Com esse pedido e a promessa do Sr. Prefeito, a equipe se movimentou e a então vereadora Lia Varela foi o braço forte no sentido de que o processo andasse rápido e fosse aprovado pela Câmara dos Vereadores.
Doado o terreno de 18 metros de largura por 36 metros de comprimento, na Praça da Rua das Palmeiras, começa outra batalha para conseguir recursos.
D. Kiola deu o primeiro passo com uma doação de Cr$ 30.000,00 (trinta mil cruzeiros), que foi depositada na conta bancária da Capela Renascença da Paróquia de São Francisco, enquanto os engenheiros Carmelo e Paulo Alexandrino estudavam com a equipe como seria a construção. Definida e aprovada a planta pela Prefeitura, foram iniciados os trabalhos com muita dificuldade e sofrimento, porque muita gente não acreditava na concretização do projeto e outras não queriam a Igreja na praça.

Para dificultar, ainda houve um fato misterioso, que foi o desabamento do primeiro telhado do Salão de Recepção, causando um grande prejuízo material. Por sorte o vigia estava ausente naquela noite chuvosa. Depois de pronta toda a estrutura, a equipe foi ao Arcebispado falar com Dom Paulo Pontes para visitar a construção e ver a possibilidade de uma celebração eucarística. Dom Paulo fez a visita e marcou a missa para o dia 02/02/1991 e parabenizou a comunidade por ter construído seu templo. Desejou que o trabalho servisse de exemplo para outros e que muitas igrejas fossem edificadas em São Luís. Aproveitando a oportunidade, a equipe pediu a Dom Paulo que as celebrações eucarísticas fossem realizadas daquela data em diante na nova Igreja do Bom Pastor. Estavam presentes o Pároco Frei Carmine Castiglione e o Padre Jocy.

O povo de Deus, vendo a disposição da equipe, se entusiasmou e entraram novos elementos para ajudar. Alguns perguntavam o que estava faltando para concluir e mandavam doações de areia, barro, brita, sacos de cimento, fardo de tinta e outros materiais. Ayrton e Marileuda, que também foram baluartes da construção com seu trabalho, conseguiram com um amigo a doação da instalação elétrica quase completa.
Os jovens também se animaram, formando dois grupos, um coordenado por Janaína e outro por Isabel Cristina e Adriana. Os adultos se organizavam para as Santas Missões que aconteceram no período de 09/11/91 a 14/11/91, tendo o marco afixado na porta principal da Igreja.
Além das despesas cotidanas havia a necessidade da compra do piso, que foi adquirido mediante um crediário assinado por Hélio Rodrigues, Nadja Serpa e Alcina. E, assim aconteceu, tudo foi pago no prazo, e as promoções de feijoada, mocotó, chás, jantares e doaçõe4s foram realidades.
No dia 14 de fevereiro de 1992 foi definitivamente inaugurada por Dom Paulo Eduardo Pontes a Igreja do Bom Pastor Renascença. O Sacerdote era Padre Jocy Rodrigues, a Secretária Dona Diquinha e, posteriormente trabalharam Alessandra, Afonso, D. Benedita, Cláudio e Mariana Soares. D. Diquinha desempenhou com muito amor suas funções e tornou-se querida por todos. Havia até “souvenir! Na Igreja, ela vendia livros religiosos, novenas, catecismos, tercinhos, medalhas, estampas, Bíblias e outras coisas que ajudavam na manutenção da Igreja, porque ainda não havia a conscientização sobre a responsabilidade de os fiéis contribuírem com o Dízimo.

Depois foi criado o conselho comunitário Bom Pastor, havendo eleição de dois em dois anos para renovar e todos terem a oportunidade de ser igreja. Multiplicaram-se os grupos e pastorais que todos nós conhecemos, cada qual com seu trabalho específico. O grupo carismático, além dos seus trabalhos de apostolado com famílias e enfermos, encarregou-se da missa da saúde toda última terça-feira do mês. O apostolado da oração é responsável pela missa da misericórdia nas primeiras sextas-feiras de cada mês. O grupo de liturgia dá animação das missas dominicais e de festas, com a criação do Grupo Haylimme coordenado por Paulo Roberto Araujo. A catequese realiza todos os anos primeira eucaristia e crisma. Todo o trabalho é planejado de acordo com o pároco.