Papa presidirá celebração dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe

guadalupe final

Nesta terça-feira, 12, é celebrada a Festa litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Guadalupe, declarada por Papa Pio XII e consagrada por Papa João Paulo II como “Padroeira de toda a América”. Diante desta comemoração, Papa Francisco presidirá a Santa Missa na Basílica de São Pedro às 18h (hora local, 15h em Brasíla). Na celebração do ano passado, Francisco fez um apelo em relação aos milhares de jovens e crianças em situação de vulnerabilidade.

“Como é difícil exaltar a sociedade do bem-estar quando vemos que o nosso querido continente americano se acostumou a ver milhares e milhares de crianças e jovens de rua mendigar e dormir em estações de trem e metrô, ou em qualquer lugar que encontram. Crianças e jovens explorados em trabalhos clandestinos ou obrigados a procurar trocados nas esquinas, limpando vidros dos carros e sentindo que não há lugar para eles no ‘trem da vida’”.
Neste ano de 2017, concelebrarão com Francisco o cardeal canadense Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL); o cardeal estadunidense Sean Patrick O’Malley; o cardeal chileno Francisco Javier Errázuriz Ossa e o hondurenho Oscar Maradiaga, além de demais cardeais, bispos e sacerdotes.

A história- Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus. O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente, foi então que a Virgem apareceu e lhe pediu que nada temesse, afirmou que seu tio estava curado e lhe entregou rosas, para que levasse como sinal ao bispo. Além das rosas, Nossa Senhora de Guadalupe pediu ao índio que desdobrasse sua “tilma” (manto) e mostrasse ao bispo, mas pediu que o ato só fosse realizado na presença do sacerdote.
O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.
Uma confirmação se deu quando Juan Diego foi visitar o seu tio, que sadio narrou também ter visto a Virgem. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído. O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe, no entanto, é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.
No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva. Acesse aqui o texto completo da história de Nossa Senhora de Guadalupe.


(Da redação Canção Nova, com Rádio Vaticano)