Recorde as celebrações de Natal do Papa Francisco

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A tradicional Missa do Galo será celebrada neste domingo, 24, pela quinta vez por Jorge Mario Bergoglio desde que assumiu em 2013 a liderança da Igreja Católica. Festa cristã que faz memória ao nascimento de Jesus Cristo, o Natal é considerado juntamente da Páscoa como as maiores solenidades da Igreja, sendo as únicas que contam com a Bênção “Urbi et Orbi” que significa “Benção à cidade de Roma e ao Mundo”.

Em sua tradicional pregação do Natal do Senhor, nos anos anteriores, o Papa destacou o nascimento de Jesus como luz para a humanidade, essência da vida e da humildade, e ternura que salva. Na expectativa para a reflexão do Natal 2017, relembre o que disse o Santo Padre nos últimos quatro anos:

Dezembro de 2013- No dia 24 de dezembro de 2013 Francisco celebrava sua primeira Missa do Galo. Na ocasião, ele refletiu sobre a luz que Jesus Cristo é para a humanidade, e convidou todos a não temerem, pois Deus é paciente e dá Jesus como auxílio para iluminar as trevas do mundo.

O Papa lembrou que o nascimento de Jesus foi a grande graça manifestada no mundo, uma vez que Deus entrou na história humana e partilhou este caminho. “Veio para nos libertar das trevas e nos dar a luz. N’Ele manifestou-se a graça, a misericórdia, a ternura do Pai: Jesus é o Amor feito carne. Não se trata apenas dum mestre de sabedoria, nem dum ideal para o qual tendemos e do qual sabemos estar inexoravelmente distantes, mas é o sentido da vida e da história que pôs a sua tenda no meio de nós”.

Dezembro de 2014- Deixar-se acolher pela ternura de Deus e, assim, saber enfrentar a vida com bondade e mansidão. Essa foi a mensagem deixada pelo Papa Francisco em sua homilia na Missa do Natal celebrada na quarta-feira, 24 de dezembro de 2014.

“A presença do Senhor no meio do seu povo cancela o peso da derrota e a tristeza da escravidão e restabelece o júbilo e a alegria”, disse o Papa, recordando que, mesmo com violências, guerras, ódio e prepotência ao longo dos séculos, Deus soube esperar, pois é Pai e sua paciente fidelidade é mais forte que as trevas e a corrupção.“Nisto consiste o anúncio da noite de Natal. Deus não conhece a explosão de ira nem a impaciência; permanece lá, como o pai da parábola do filho pródigo, à espera de vislumbrar ao longe o regresso do filho perdido”, concluiu.

Dezembro de 2015- Na Missa do Galo, em 24 de dezembro de 2015, o Papa Francisco criticou o consumismo tão presente na sociedade atual. Disse que, em tempos marcados pelo consumo, o Menino Jesus chama a ter um comportamento simples, vivendo o essencial.

Hoje, mais de dois mil anos depois do nascimento de Jesus e já em uma sociedade frequentemente “embriagada de consumo, prazer e luxo”, o convite de Jesus, disse o Papa, é ter uma vida sóbria, isto é, simples, equilibrada, linear, capaz de viver aquilo que é essencial.
“Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida (…) Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração”, disse.


Dezembro de 2016- Sem riquezas, luxo ou nobreza Jesus se fez homem e para encontrá-lo é preciso inclinar-se, abaixar-se e fazer-se pequenino. Foi a observação feita por Francisco no dia 24 de dezembro de 2016. “O Menino que nasce interpela-nos: chama-nos a (…) abandonar aquela perene insatisfação e a tristeza por algo que sempre nos faltará. Far-nos-á bem deixar estas coisas, para reencontrar na simplicidade de Deus-Menino a paz, a alegria, o sentido da vida”, recomendou.

No constante antagonismo vivido entre trevas e esperança o pontífice voltou os olhos pelas crianças órfãs ou abandonas, miseráveis, que se escondem em abrigos subterrâneo para escapar das zonas de guerra, na calçada das grandes cidades, no fundo do barco sobrecarregado de migrantes. “Deixemo-nos interpelar pelas crianças que não se deixam nascer, as que choram porque ninguém lhes sacia a fome, aquelas que na mão não têm brinquedos, mas armas”, suplicou.
Em 2016, o Santo Padre encerrou sua reflexão pedindo aos fiéis que entrassem no verdadeiro Natal com os pastores, levando Jesus também a si mesmos, as próprias marginalizações e feridas não curadas. “Em Jesus, saborearemos o verdadeiro espírito do Natal: a beleza de ser amado por Deus”, finalizou.


(Da redação Canção Nova)