Encontros Nacionais movimentaram a vida da Igreja no Brasil em 2017

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A Comissão para a Juventude realizou grandes encontros nacionais como a Romaria Nacional da Juventude, em abril, em Aparecida (SP). Com ampla programação, a Romaria que teve como tema: “Maria e a Doutrina Social da Igreja”, foi uma experiência transformadora na vida dos jovens de todo o Brasil. Em setembro, jovens de todo o país se reuniram em Brasília para o 2º Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil.

O encontro reuniu cerca de 300 pessoas, entre jovens e religiosos dos setores arquidiocesanos e diocesanos de 17 regionais da CNBB. Na ocasião, o bispo de Imperatriz do Maranhão e presidente da Comissão Juventude, dom Vilson Basso, disse que o sentido da missionariedade dos jovens é ser simples e doar-se à causa comum. “Saímos do encontro vendo um rumo comum e respeitando as especificidades de cada trabalho com os jovens na Igreja”.
E a jornada juvenil não parou por aí, em setembro, teve a Missão Jovem na Amazônia, na diocese de Caxias (MA). Foram 35 jovens de diferentes regionais da CNBB e outros 70, entre diocesanos de Caxias e de outras Igrejas particulares do Maranhão. A dinâmica da Missão Jovem contou com momentos de formação, espiritualidade e o trabalho missionário em si, nas diversas realidades, como presídios, centros de recuperação, periferias e áreas rurais.
As famílias também se encontraram em três momentos importantes. Em maio, a Pastoral Familiar se reuniu na 9ª Peregrinação e o 7º Simpósio Nacional da Família, no Santuário Nacional de Aparecida (SP). O evento promovido pela Comissão para a Vida e a Família por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), teve como lema: “No Ano Mariano, a família peregrina para a Casa da Mãe”. Além disso, em novembro e dezembro, a comissão realizou dois encontros: o primeiro com os assessores eclesiásticos da Pastoral Familiar, que acompanham as atividades nos regionais e dioceses e na sequência, foi a vez de reunir os responsáveis pela formação de agentes da pastoral que tiveram seu primeiro encontro em âmbito nacional. Os objetivos foram, respectivamente, a reflexão a respeito da função do assessor da Pastoral Familiar e o conhecimento da realidade dos Núcleos de Formação e Espiritualidade.
Na ocasião, o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa, disse que pela primeira vez foi dedicado um tempo mais longo ao aprendizado, a reflexão e a partilha. “A importância do assessor se verifica no sentido de que é ele que faz a ligação entre a pastoral e a Comissão, de modo a garantir a unidade da caminhada, a comunhão entre os diversos regionais”, conta dom João Bosco.
A Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB promoveu em setembro, em Curitiba (PR) juntamente com a Comissão de Diálogo Bilateral Católico-Luterano e o Núcleo Ecumênico e Inter-Religioso da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) o Simpósio Mariológico Ecumênico sobre o ‘Louvor de Maria’. A formação aprofundou o comentário de Martín Lutero sobre a obra Magnificat, na ótica católica e luterana. Em outubro, a comissão concluiu uma série de celebrações e eventos relacionados aos 500 anos da Reforma Protestante. Voltando a juventude, o Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da CNBB, realizou, setembro, o IV Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC). O evento que aconteceu em Manaus (AM), reuniu mais de 300 pessoas de onze dos dezoito regionais da CNBB e de sete países diferentes (Alemanha, Bolívia, Brasil, Filipinas, Guiana Inglesa, Itália e Venezuela), que partilharam a vida, os desafios e alegrias de ser presença Cristã na Universidade. No evento, foi lançado o livro “Pensando o Brasil: Educação” – Edições CNBB, o lançamento oficial do Programa Missão País e do novo portal de notícias do Setor Universidades da CNBB.
A recém-criada Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais na CNBB também foi destaque este ano com a realização do Seminário Preservação dos Bens Culturais da Igreja do Brasil, em outubro. O encontro reuniu professores, estudantes, padres, especialistas e empresários comprometidos com a preservação dos bens culturais da Igreja.
A liturgia também marcou presença nos encontros nacionais. O Setor de Música Litúrgica da Comissão para a Liturgia da CNBB promoveu o encontro anual entre compositores, letristas e músicos instrumentistas de diversas regiões do Brasil que se dedicam à criação e à divulgação da música litúrgico-ritual. Participaram desta 12ª edição, ocorrida em São Paulo, 33 compositores e letristas, cujo tema estudado foi “Canto e música nas celebrações do sacramento do Matrimônio”. Finalizando esta retrospectiva de vários encontros nacionais, a Amazônia teve grande destaque em 2017. Em agosto, a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam-Brasil) com o apoio da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e do Grupo de Trabalho Igreja e Mineração da CNBB, realizou, em Brasília, o Encontro sobre Ecoteologia.
Em novembro, foi a vez do 16º Seminário Laudato Sì e Repam que aprofundou os temas discutidos nos 15 seminários realizados desde junho de 2016 a setembro de 2017 no território da Amazônia legal, com o apoio da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB. Além disso, foi o grupo refletiu sobre a realidade da Amazônia no contexto nacional e internacional e debateu sobre o Sínodo Pan-amazônico, recentemente anunciado pelo papa Francisco para 2019.
Neste Seminário participam lideranças dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros, camponeses, agentes de Pastoral, religiosas/os, padres e bispos de toda a Amazônia Legal. Também estiveram presentes o cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rapam, de dom Ervin Krautler, presidente da Repam-Brasil, a delegação da Rede Eclesial da Bacia do Congo (REBAC) e representantes do Equador e Inglaterra.

 


(CNBB)