Papa ao Fórum de Davos: sociedades mais justas e inclusivas

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O Papa Francisco enviou uma mensagem aos líderes que estão reunidos de 23 a 26 de janeiro em Davos, na Suíça, para a realização do Fórum Econômico Mundial, cujo tema desta edição será “Criando um futuro compartilhado em um mundo dividido”. Em uma carta endereçada ao professor Klaus Schwab, presidente-executivo do Fórum, Francisco disse que o tema desta edição é o mais apropriado para as atuais conjunturas sociais e econômicas nas quais o mundo se encontra. “O tema escolhido para este Fórum veio em boa hora.

Confio que o tema os ajudará a orientar suas deliberações para construir sociedades mais inclusivas, justas e capazes de restaurar a dignidade daqueles que vivem em grande incerteza e são incapazes de sonhar com um mundo melhor”, disse.
O Papa também falou sobre os novos modelos econômicos que, a seu ver, parecem visar mais ao lucro em detrimento do bem estar social. “Mesmo as tecnologias mais recentes estão transformando os modelos econômicos e o próprio mundo globalizado, que, condicionados por interesses privados e ambição de lucro a todo o custo, parecem favorecer a maior fragmentação e individualismo, em vez de facilitar abordagens mais inclusivas”, afirmou Francisco.
A dignidade humana e as oportunidades reais para o desenvolvimento também foram destaques na mensagem do Papa. O Santo Padre ressaltou a importância de políticas econômicas que favoreçam as famílias. “Os modelos econômicos são chamados a observar uma ética do desenvolvimento sustentável e integral, com base em valores que colocam o homem e seus direitos no centro”. Surgido em 1971, o Fórum é uma organização sem fins lucrativos, cuja sede foi estabelecida em Genebra, na Suíça, e tem como objetivo demonstrar o empreendedorismo em nível global, mantendo assim os mais altos padrões de governança. O Fórum Econômico Mundial reúne os responsáveis por tomar decisões em toda a sociedade para trabalhar em projetos e iniciativas que façam a diferença.
Ainda em sua mensagem, o Santo Padre lembrou a aflição que os migrantes, desempregados e os mais vulneráveis têm sofrido com a atual instabilidade econômica mundial, inclusive com novas formas de escravidão. “Os homens e mulheres correm o risco de serem reduzidos a meros dentes em uma máquina que os trata como itens de consumo a serem explorados, com o resultado de que ― como é tão tragicamente aparente ― sempre que uma vida humana não se revela útil para esta máquina, é descartada com poucos escrúpulos”, advertiu o Sucessor de Pedro.

 

(Da redação Canção Nova, com Boletim da Santa Sé)